blogdobigode
Tuesday, June 23, 2009
  CQC - Custe o que Custar: e se a piada for muito cara?
O que fazer quando você se propõe a fazer qualquer coisa que seja, "custe o que custar" e, ao ver que o real custo da piadinha é mais caro que qualquer um possa suportar?

Marcelo Taz provavelmente esteve diante desse dilema durante a elaboração do roteiro do programa exibido na última segunda-feira. O show comandado pelo Tibúrcio lançou o quadro "A Semana do Presidente", explicitamente chupinhado do SBT, com direito a imitação da voz do misterioso Lombardi.

Até aí, nada de mais, a piadinha era essa mesmo, satirizar o famoso programa exibido pela então TVS nos idos de mil novecentos e oitentas e xis. Se bem me lembro, essa era a hora de mudar do canal do Sílvio Santos para a Grobo e curtir os Trapalhões.

Relatando a visita do presidente Lula ao Cazaquistão, a equipe criativa encheu a tela com imagens que lembram Borat, além de outros chavões da internet, como o menino que dança break. Ainda até agora, nada de mais.

Até a hora que o narrador faz a piada mais cara que já passou por ali. Entre piadinhas de colégio como "o Lula foi ao Cazaquistão plantar batatas", o pessoal perdeu a mão e inventou que o presidente havia assinado um acordo com o Cazaquistão, the greatest country in the world. Seguindo o mote de Custe o Que Custar, o acordo consistia na entrega de lixo hospitalar brasileiro para a fabricação de mortadela por parte dos conterrâneos de Borat.

Espero que junto com o lixo hospitalar que mandaremos então pra lá esteja o pinto do mentor espiritual do CQC, talvez teria mais serventia pra mortadela do que pra qualquer outra coisa. Ou a mama esquerda da mãe dele, que vai cair em dois dias devido ao câncer que a zica brava vai botar nela hoje mesmo.

Tá vendo o que dá fazer piada a qualquer custo? Fica feio, fica forçado, fica desreipeitoso, fica a maior coisa de cuzão. Isso deve ser falta de assistir aos Trapalhões. Tô começando a achar que é melhor nem ver a Semana do Presidente pra mudar de canal. Piadinha sem graça, uma pela outra, prefiro na boca do Didi.

Tio Taz: Fica bravo não. Não vou mandar zica pra véinha e tomara que seu bilauzinho tchqui tchuqi permaneça onde está, se é que está. Afinal de contas, somos parentes.

Ouvindo: Cascavelletes - O Dotadão Deve Morrer
 
Friday, May 22, 2009
  20 ao quadrado; quanto vale a vida de um policia na capital
A polícia anda rondando a minha vida e eu desconfio o porque. Todo dia, há mais de uma semana ela anda aparecendo em cada mensagem: na TV, Leonardo Pareja diz que nunca se entregaria na mão da polícia. No blog vejo frases como "Dos nove, só sobrou um para contar o que viu"; "Rapaziada levou chumbo de potentes calibres". Frases acompanhadas de fotos que até o diabo duvida da maldade. Mas o que me fode é quando pego um jornal qualquer e leio sobre o aniversário do dia do terror em São Paulo, os ataques do PPC e a retaliação da polícia.

20 funcionários da segurança pública, entre oficiais e ordinários, foram mortos durante o ataque da facção. 400 pessoas pagaram o preço, entre criminosos e ordinários, que deixaram a terra para aplacar a dor no coração dos polícias. Sei por que a polícia apareceu tanto pra mim, talvez por causa disso que escrevi naquele dia.

Vem...
Vem pra rua gambé cuzão. Vem pra cá porque aqui é seu lugar. Fica em casa não, folgado, agora é hora de ser homem. Bate na minha cara, agora tá com medo? Vem pra rua, PM cuzão, é você quem eu quero. Quero te ver na Paulista, quero você na sua base. O oitão não basta mais, cuzão? Vem pra cá, é em você que eu confio. Bota no cu de quem quer te foder, mostra que é macho pra caraio. Honra o Tobias de Aguiar. Vem que o pau é Aqui e Agora. Vem pra rua PM cuzão. Vem que o Datena tá chamando. Vem pra cá, eu tô na rua, mas cadê você? Será que se eu ligar você vem? Vem sim, tá todo mundo esperando. Vem pra rua, PM, o governador falou que tá sussa. Vem. Solta o cu da mão e vem. Sai da tocaia, limpa a cara e vem pra rua, PM cuzão. Vem pra rua gambé cuzão. Vem que eu confio em você. Vem que eu quero ver. Mostra quem manda. Mostra a "otoridade". Fala "teje preso". Bate na cara de cada um desses maloquero. Vem pra rua PM cuzão. Não esconde a farda atrás do armário. Não amarela não que não é hora. Sai desse armário, põe o colete e vem pro pau. Vem pra rua PM cuzão. Vem pra cá que a treta é agora. Vem pra rua. Vem!

Eles cumpriram a provocação. Um pouco de culpa minha. Aplicaram uma matemática copiada de tempos de guerra, quando a vida de um soldado valia X nativos. Dizem que na Sérvia a conta começou em 5 por um, depois quando viram já tava em mais de 100 pra um. Os polícia paravam o trem, contavam cem nego e mandavam o trem seguir. 100 mortos, tudo pago. Na humildade de brasileira, a polícia baixou a conta pra 20 pra um, resolveu a treta e voltou pra casa numa boa. Polícia sai do pé. Aquilo ali em cima não passa de uns escritinhos qualquer. Não era pra levar tão a sério. Viva o choque!

Ouvindo - Sabotage: O Rap é Compromisso
 
Tuesday, March 31, 2009
  Cidadão Boilesen: to com raiva da ultragaz
Bode Expiatorio:O bode expiatório era um animal que era apartado do rebanho e deixado só na natureza selvagem como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o Dia da Expiação, à época do Templo de Jerusalém. Em sentido figurado, um "bode expiatório" é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar a culpa de uma calamidade ou qualquer evento negativo. A busca do bode expiatório é um ato irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas.

Estou com raiva da Ultragaz e, antes que venham com deduções obvias, nao é por causa da musiquinha irritante dos caminhões que ja deve ter acordado cada um de voces pelo menos umas mil vezes. Tenho uma raiva que descobri a origem hoje, mas que remonta a tempos em que não era preciso musica para vender 32 mil botijões de gas por dia em Sao Paulo. Assistindo a uma sessão do Festival "é tudo verdade", descobri o diretor do Grupo Ultra, Henning Albert Boilesen como colaborador (em maior ou menor grau, de acordo com os acusadores e defensores) direto do regime ditatorial militar.

O Grupo Ultra, além de possuir uma linha direta com a Petrobras para a compra de GLP a preços e condições que nem sua mãe ofereceria, era encabeçado por um senhor dinamarques, naturalizado brasileiro que chefiava a turma da "caixinha", que reunia-se as quintas-feiras no assombroso edificio numero 1313 da Avenida Paulista para angariar fundos para o melhor andamento da repressão policial aos terroristas de esquerda.

A patota da caixinha, chefiada pelo então ministro da fazenda Delfim Neto, enchia um abandeja de prata com cheques destinados ao financiamento da Operação Bandeirante, além de prestar apoio material através de doação de equipamentos e tecnologia para os cabeças do DOI-CoDi.

O cidadão Boilesen, reconhecido pelos entrevistados pelo seu espirito esportivo, temia a fundo o caos e a barbarie que ameaçavam o pais, refletidos na figura dos comunistas e subversivos, colocou-se com seu espirito competitivo e uma metralhadora em punho ao lado dos milicos que arquitetaram o plano executado em 64.

Parece que o cidadão levou tão a sério sua luta para defender seus direitos que passou a tomar gosto pela punição daqueles que ameaçavam o futuro da nação, participando de sessões de tortura e alcançando o requinte de inventar um aparelho de tortura que se tornou a "coqueluche" de seus companheiros da Rua Tutoia.

Com o apoio de Boilesen e muitos outros que não mostraram tanto a cara, agora era possivel torturar terroristas de maneira metodica e cientifica, indo somente até o limite da capacidade do acusado de suportar as sessões, incrementadas agora com a engenhoca trazida pelo cidadão, acionada por teclas que descarregavam correntes em diversas intensidades. A invenção rendeu uma homenagem ainda maior que a rua no Butantã que leva seu nome: ficou conhecida nos porões como a "pianola Boilesen".

Certa vez, ao receber um premio de empresario do ano, Boilesen comentou com um amigo que aquilo não era bom, era preciso ficar somente nos bastidores. Esquecido de sua convicção, o cidadão Boilesen passou a ser figura contumaz na sede do Doi Codi, reconhecido por muitos dos terroristas que por ali passaram e não demorou muito para o seu nome aparecer em uma lista negra assinada por Carlos Lamarca. Inicialmente condenado ao sequestro, o réu foi sumariamente julgado a revelia e a pena de morte levou apenas alguns meses até ser executada.

Por ironia, morreu bem ali perto do prédio onde encabeçava a caixinha. A Alameda Casa Branca, perto do 1313 da Paulista, o edificio da FIESP, foi lavada com o sangue do cidadão Boile e com o mesmo sangue foi lavada a alma de alguns dos muitos terroristas que não conseguem até hoje esconder a satisfação com o sacrificio do grande bode expiatorio.

Boilesen escolheu o bode dele, apontando nos comunistas a necessidade de limpar o pais dessa ameaça. Os comunistas sacrificaram seu bode em praça publica. Delfim Neto foi visto andando por ai recentemente. Alguém tem que pagar e todos torcem para não serem a bola da vez. E ja que dizem por ai, "antes ele do que eu", grito bem alto na rua toda vez que ouço a maldita musiquinha: eu odeio a Ultragaz!

Ouvindo: Roots Manuva - Witness
 
Saturday, February 07, 2009
  Relatorio de pesquisa - Ponte Internacional da Amisade
Dentre o total de pessoas que atravessam a ponte da amisade, verificou-se que 90% sao maloqueiros, sendo que dentre esses, 80% tem isso escrito a cara. 70% sao pessoas de familia que voltam invariavelmente de Camboriu, dos supermercados de Fos do Iguacu ou do medico. O restante do publico pasante divide-se entre pessoas simples que sao constrangidas em cotas igualitarias pela policia federal, os vigilantes e a receita federal. grande parte dos maloqueiros nao se doi com o constrangimento oferecido gratuitamente e correm em disparada a qualquer olhar mais agressivo por parte das autoridades. apenas 7% das pessoas que passam pela ponte que liga o brasil ao pais hermano, el grande e hermoso Paraguai, possuem a audacia de entrar nos banheiros publicos ali disponiveis. recomenda-se atencao constante a movimentacao do pessoal da limpesa para uma utilisacao mais sadia dos sanitarios. 13%das pessoas carregam galinaceos, seja do lado de dentro (carregados obrigatoriamente na quantidade minima de 3 cartelas de 4 dusias por atravessante) ou de fora dos ovos (invariavelmente brancas e seguradas de cabeca pra baixo). uma parte insignificante da amostra (adendo - trata-se uma unica enrevistada, mas cujo testemunho pode solidificar nossos dados amostrais). a entrevistada, solteira, 52 anos, ensino fundamenteal completo, afirmou que o animal custa 5 reales no mercadinho ali do lado e a bicha limpa da mais de 5 quilo. cabe uma ultima observacao que a mulher era, desculpe-me pela indiscricao, gorda daquelas que nao cabe mais nada pro lado de dentro, de andar com pernas afastadas e arrastadas, o que poderia sugerir uma predilecao por determinados modelos de galinha ali disponiveis. a quinta parte dos atravessantes o passa em veiculos automotores ou movidos a tracao animal. os carros dividem-se entre novos de luxo e latas velhas que variam entre duas a tres cores na mesma lataria. os veiculos de tracao animal sao compostos por pouquissimas carrocas e uma maioria de bicicletas puxadas por superhomens que conseguem puxar mais mercadorias em suas bicicletas que muita gente conseguiria usando uma pick up. nota-se que o paraguai exerce uma influencia amaloqueradora que espalha-se num raio de 50km em volta de ciudad del este, que torna quase toda a bebida que se toma por aqui um pouco suspeita, sem falar da carne e dos carros, que parecem todos de procedencia duvidosa. por essa influencia eh que sumiram algumas teclas aqui do computador. amanha colocarei meu disfarce e partirei rumo ao paraguai em busca de mais impressoes para reforcar os solidos e confiaveis dados desa pequisa. tomo a precaucao de deixar para faser todas as minhas anotacoes quando etiver mais longe da fronteira.
Ouvindo Underworld - Juanita - Kiteless
 
Friday, January 23, 2009
  O telefone... tocou novamente

o telefone toca e vibra em cima da mesa de vidro.

-Alo!
-Oi filho, tudo bem?
-Tudo bem, pai, e você?
-Vamos levando. Alguma noticia sua mãe?

trocam noticias, palavras envergonhadas e nunca pronunciadas com a firmeza que o assunto exige.

-E no mais, tudo em ordem?
-Tudo, pai, e com você?

silencio. alguns murmurios incompreensiveis

-Acho que esqueci o nome do meu psquiatra - finalmente diz alguma coisa o pai.
-Procura alguma receita, tem o nome dele la - sugere o filho confuso com a situaçao
-é que eu nao me lembro.

toca o outro telefone na casa do pai. o telefone, o telefoooooone tocou novameeeente. a musica de jorge ben ressoa no ouvido do filho, imaginando nomes de psicanalistas famosos para sugerir ao pai. ja tentou o Dr Reinaldo Frias? maldita duvida pra se ter numa hora dessas, foda-se o nome do cara, me da dois comprimidos que eu tou de saida. lembra dos escritos proféticos pixados na banca de jornal, com os dizeres "os antidepressivos vão parar de funcionar". cantarola dentro da cabeça algum som dos Racionais, "paulo acorda, pensa no futuro que isso é ilusão, os proprio preto não tá nem ai com isso não". olha o relogio, desacredita de que horas sao, maldito dr Reinaldo que inventou de esconder o seu nome dentro da cabeça dele, la num lugar enterrado com uma pa de ideia errada. o telefone ainda ta na mao, o ponteiro gira devagar e o nome nao vem. perdera. agora era so esperar pelo tchau.

-O outro telefone ta tocando, vou desligar. Manda um abraço pra sua mulher ai.

desliga. sao 23h46 de uma segunda feira. tempo de conversa:1min12s.

Ouvindo: Abstract Keal Agram - faixa 3 do album "Cluster Ville"
 
Wednesday, December 31, 2008
  Palavrinhas para o ano novo
Nao, nao sao falas minhas, mas resumem varias coisas que rolaram agora no fim do ano. Fiquem entao com Mr Wolf, personagem favorito do filme predileto explicando seu modus operandi:

Vincent: A "please" would be nice.

The Wolf: Come again?

Vincent: I said a "please" would be nice.

The Wolf: Get it straight, Buster. I'm not here to say "please". I'm here to tell you what to do. And if self-preservation is an instinct you possess, you better fucking do it and do it quick. I'm here to help. If my help's not appreciated, lots of luck, gentlemen.

Jules: No no, Mr. Wolfe, it's not like that. Your help is definitely appreciated.

Vincent: Look, Mr. Wolfe, I respect you. I just don't like people barking orders at me, that's all.

The Wolf: If I'm curt with you, it's because time is a factor. I think fast, I talk fast, and I need you two guys to act fast if you want to get out of this. So pretty please, with sugar on top, clean the fucking car.

Ouvindo: Ornatos Violeta - Ouvi Dizer

"A cidade está deserta,
E alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra
Repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga! ora doce!
Pra nos lembrar que o amor é uma doença,
Quando nele julgamos ver a nossa cura!"
 
Tuesday, November 04, 2008
  A Lei de Gérson é o nosso evangelho

A cidade acorda-me cedo demais e passa a tarde toda brincando de torturar-me com o som incessante dos cachorros que impedem minha cabeça de desligar-se encostada no travesseiro vagabundo, que veio de brinde com o colchão de molas. Falar sobre justiça na vida traz sempre à lembrança a imagem desse sujeito aí em cima e o seu célebre ensinamento que deu à humanidade. Não nasci sabendo, mas tenho certeza que sei desde que me lembro saber que o mundo não é justo e tal e coisa. Assim sendo, posso pressupor direitos de julgá-la de meu modo, sempre justo e imparcial, excluindo-se logicamente toda a subjetividade envolvida no assunto. Acontece que eu amo os velhinhos, acho-os fofos e tenho toda a vontade de aprender com eles, de dar-lhes atenção e tudo mais que um samaritano qualquer desejaria fazer. Porém, desprezo com a mesma proporção os velhos chatos que levantam a mão trêmula fazendo um sinal de pare quando da primeira aproximação. Adoro compartilhar tudo o que posso, lembrando que o limite do comunismo reside nos limites do corpo, porém sinto um asco velado por aqueles que camuflam dividendos, fazem peso no divisor e tomam parte nos restos. O fiel de suas balanças é recheado de gesso e os pratos mais pesados semprem são tendenciosos para o seu lado. Esteja onde estiver, Gerson abençoa-nos reverente enquanto seguimos o seu evangelho de um só ensinamento. A cidade aprendeu com o canhotinha e aplica-nos golpes a cada momento em que estamos absortos com dua impessoalidade. A leve cotovelada para abrir espaço na escadaria do metrô, a cabeça baixa de quem evita medroso qualquer contato que venha do lado de fora de si mesmo. O mesmo olhar fugidio daquele que não consegue encarar o freguês desconfiado do peso da mercadoria, dos infinitos contrapesos colocados para equilibrar a balança viciada, prevendo por parte do vendedor aquele velho golpinho do "eu não sabia". A conta é mais ou menos assim: um pra mim, um pra você. Um, dois pra mim; dois pra você. O que é seu é meu. O que é seu é meu também. Puta matemática errada, aplicada com sadismo pela cidade, que ri descontrolada de mais um de seus filhinhos.

Ouvindo: Aquela vinheta do Danoninho (só os três primeiros versos)
 
Ficção, realidade e um pouco de reclamismo da vida e de suas (des)agradáveis surpresas. Textos apropriados para ler em silêncio ou voz alta. O autor não se responsabiliza pelo uso de sua obra fora das condições normnais de temperatura e pressão. A partir desse ponto, recomenda-se o uso de equipamento de proteção individual.

Name: Johnny Be Gód
Location: Saravá, Minas Gerais, Brazil

200 e poucos anos, pai de 12 filhos. Natural de Aguinhas, interior de São Paulo, Bigode hoje mora com sua família em Saravá do Norte - MG. Para o inverno, Bigode recomenda cachecóis coloridos e blusas em tons esfumaçados. Senhor de idade avançada, abusa do uso de chavões, lugares comuns, clichês e qualquer outra coisa do tipo.


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